terça-feira, 15 de novembro de 2011


Ainda sem tradução para o português, o termo bullying se caracteriza pela prática reiterada, intencional e injustificável de agressões (físicas, morais ou verbais) contra determinada ou determinadas pessoas que se encontram impossibilitadas de se defender.
O tema, muito em pauta, vem ganhando enormes proporções, sobretudo depois que um ex-aluno de uma escola pública em Realengo, no Rio de Janeiro, assassinou 12 adolescentes e depois se matou. Posteriormente descobriu-se que ele havia sofrido bullying nos anos em que estudou no local.
O fenômeno bullying, segundo o Promotor de Justiça Lélio Braga Calhau, “estimula a delinqüência e induz a outras formas de violência explícita, produzindo, em larga escala, cidadãos estressados, deprimidos, com baixa auto-estima, capacidade de auto-aceitação e resistência à frustração, reduzindo capacidade de auto-afirmação e de auto-expressão, além de propiciar o desenvolvimento de sintomatologias de estresse, de doenças psicossomáticas, de transtornos mentais e de psicopatologias graves”.

O tema, embora pareça recente, existe desde que a escola existe e já há ações governamentais e não governamentais diretamente relacionadas ao combate ao bullying. Um exemplo é a ABRAPIA (Associação Brasileira Multiprofissional de Proteção à Infância e à Adolescência).

O bullying se tornou um assunto tão sério e debatido que a comissão do Senado acaba de aprovar o projeto de lei – de autoria do Senador Gim Argello (PTB-DF) - que visa incluir na Lei de Diretrizes e Bases da educação nacional (LDB), estratégias de prevenção e combate a práticas de intimidação e agressão entre estudantes.

Mas não é um assunto que deve ser solucionado só com a intervenção do judiciário. O bullying é um problema social muito grave, que requer a intervenção de todas as pessoas envolvidas: os protagonistas do bullying (agressor e vítima), os pais, os professores, diretores da escola, funcionários etc. Daí a necessidade de ações e medidas educacionais, como forma de prevenção. Somente com uma ação conjunta e com a conscientização e o envolvimento de todos é que poderemos, se não acabar, mas pelo menos freiar esse mal.

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